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Prefeitura flagra crime ambiental em Pescaria

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É no Litoral Norte onde mais acontecem os casos de crime ambiental de Maceió. Lá mesmo, somente nessa terça-feira, 29, foram confirmadas duas denúncias de situações já reincidentes. Em Pescaria, um flagrante de desmatamento, aterramento de mangue e venda de lotes. A suspeita é de que areia estava sendo retirada do rio e comercializada. A denúncia será encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF) e Estadual (MPE). Antônio Moura, titular da Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma), informou à Gazeta de Alagoas que foi constatado assoreamento do rio, construções irregulares e pesca predatória. Tudo na mesma localidade. ?O mais grave foi confirmar a retirada de areia com uma draga. Interditamos a draga, retiramos os equipamentos e vamos encaminhar a denúncia por crime ambiental e estelionato?. Ainda em Pescaria, uma verdadeira força-tarefa que envolveu órgãos municipais e estaduais foi mobilizada. À margem do Rio Meirim, estavam duas barracas de palha, locais de diversão da comunidade local no fim de semana. O pescador Agenor Antonio dos Santos já tinha sido notificado. Ele se diz ?proprietário? da barraca maior, onde eram vendidos espetinhos, cerveja e refrigerante. Cadeiras, mesas de plástico e refrigerador foram recolhidos pelos fiscais da Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU), que se encarregaram com os funcionários da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum) da derrubada das barracas. Agenor escapou do flagrante, mas foi autuado por infração ambiental, pela segunda vez desde que abriu o estabelecimento. Isso há dois anos. ?Para erguer a barraca maior, foi usada madeira do mangue?, segundo alertou um integrante da Sempma. O secretário Antônio Moura, da Sempma, reforça que o órgão tem feito o monitoramento no Litoral Norte. ?Há sempre denúncias de desmatamento de área de mangue para construção irregular. Estamos fazendo o monitoramento dessa área, onde são muitas as denúncias?, afirma. A assessoria de comunicação da Sempma acrescenta ainda que situações como o corte de barreira e desmatamento de manguezal para construção de casas ainda são recorrentes na região. ?As denúncias de crime ambiental no Litoral Norte são recorrentes. Há o desmatamento muito frequente da área de mangue, que não pode ser desmatada de jeito nenhum por ser Área de Proteção Permanente. O que acontece: o cidadão desmata, faz loteamento e depois começa a vender os lotes?. Estiveram na operação, além da Slum, SMCCU e Sempma, o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e a Guarda Municipal. ?Aí ele comete dois crimes: o desmatamento de Área de Proteção Permanente (APP), que é crime inafiançável, e estelionato, porque há pessoas que vendem os lotes?, completa.

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