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Greve na Ufal gera incertezas

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Já estava difícil para alunos que se preparam para as etapas finais de cursos de graduação na Universidade Federal de Alagoas (Ufal); agora, fica mais ainda. Somada à greve dos técnicos, que já vinha causando alguns desencontros no calendário letivo, a greve dos professores da Ufal, iniciada ontem, já preocupa quem sonha com a conclusão de curso e angustia quem espera desde o começo do ano para ingressar na universidade. Por causa de greves anteriores, a Ufal já está atrasada em seis meses no calendário deste ano. O primeiro semestre letivo de 2016 foi encerrado no último dia 7, e o início do segundo semestre iria começar nessa segunda-feira, 28, acolhendo também os novos alunos aprovados para a segunda turma dos cursos de graduação, no Enem de 2015. Agora, não se sabe mais. Até mesmo a matrícula terá que esperar. Somente na próxima segunda-feira, em reunião marcada para as 14h, o Conselho Universitário (Consuni) vai discutir e deliberar sobre o calendário da Ufal. ANSIEDADE Estudante do 7º período de Jornalismo, Carolina Amorim já contava nos dedos os meses que faltam para se formar. ?Ia terminar no próximo ano. Agora, nem sei mais quando?, lamenta ela. Nas suas contas, é a quarta greve que enfrenta desde que entrou na Ufal. Carolina deixa claro que considera justos os motivos da mobilização ?contra o desmonte do serviço públicos?, no qual se inclui a própria universidade, mas acha que outros recursos poderiam ter sido trabalhados para evitar a paralisação. ?A greve, quando se prolonga ou se repete muito, acaba causando um efeito contrário e desmobilizando. Depois de um certo tempo, as pessoas acabam ficando em casa. É diferente quando são feitas outras manifestações, com a universidade funcionando?, diz ela. O estudante Matheus Damasceno também se diz prejudicado, mas apoia o movimento. ?É contra a PEC 241 (hoje 55). Ela, sim, é que é um verdadeiro prejuízo para a sociedade?, diz ele.

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