Cidades
Sem-terra protestam em Macei�
Em Maceió desde o último domingo, em busca de justiça contra a violência no campo e de agilização em processos de reforma agrária,trabalhadores rurais sem terra vinculados a cinco movimentos (MVT, MST, MLST, MTL e CPT) realizaram, ontem, uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça, na Praça Deodoro, centro de Maceió, em protesto contra a impunidade que cerca conflitos agrários que resultaram em mortes de sem-terra. Eles lembraram o assassinato de Jaelson Melquiades, ocorrido numa emboscada, em 29 de novembro de 2005, no trevo da Usina Ouricuri, crime que o movimento vincula à retaliação por uma ocupação ocorrida dias antes de sua morte, no município de Atalaia. ?São 11 anos de impunidade. Tem uma pessoa presa, mas o crime nunca foi, de fato, esclarecido. Não se chegou ao mandante?, diz Marcos Antônio da Silva ? o Marrom ?, coordenador nacional do Movimento Via do Trabalho (MVT). Em frente ao Tribunal, o movimento pediu, por meio de faixas, que a Justiça seja tão ágil para julgar os processos que beneficiam os sem-terra quanto é para julgar ações de despejo em acampamentos. Hoje à tarde, a partir das 14h, lideranças do movimento devem ser recebidas pelo presidente do TJ, desembargador João Luiz Azevedo Lessa, e pelo desembargador Tutmés Airan, conforme ficou acertado.