Cidades
Relix usa arte para conscientizar sobre lixo
O Brasil produz cerca de 240 mil toneladas de lixo por dia ? quase uma média de 1 quilo por habitante. Entre os países emergentes, é o que mais produz sucata eletrônica. E onde tudo isso vai parar? Grande parte vai para os quase três mil lixões espalhados pelo País inteiro. Apesar do grande potencial de reaproveitamento dos resíduos sólidos urbanos, apenas 2% são reciclados. O resto se transforma em montanhas de lixo a céu aberto, na maioria das cidades brasileiras. E mudar esse comportamento não tem sido fácil. A Lei de Resíduos Sólidos determinava para 2014 o prazo para acabar com os lixões e transformá-los em aterros sanitários, mas poucas cidades cumpriram. E o prazo acabou sendo prorrogado. Em Alagoas, os lixões permanecem ativos em diversos municípios. Apenas a capital conseguiu substituir o lixão por um aterro sanitário até 2014. Em Olho D?Água das Flores, região da Bacia Leiteira, um aterro que deveria estar funcionando desde esse período permanece inacabado e sem uso, apesar de já terem sido investidos milhões em recursos do governo federal para a sua construção. É com base nesses dados que o Projeto Relix ? uma produção independente dos pernambucanos Lina Rosa e Sérgio Xavier ? chega a Alagoas cheio de novidades para trabalhar, de maneira lúdica, divertida e bastante diferenciada, a consciência coletiva sobre o problema do lixo e responsabilidade social de todos os cidadãos, com espetáculo teatral, música, exposições, passeios ciclístico e muitas ideias inovadoras.