Cidades
Hospitais suspendem atendimento
A falta de medicamentos e materiais imprescindíveis para o tratamentos de pacientes levaram a Maternidade Escola Santa Mônica e o Hospital Escola Dr. Helvio Auto a paralisar os serviços, nessa quarta- -feira, 30. Funcionários do Helvio Auto, que organizaram uma mobilização na frente da unidade, definiram o problema como ?gritante? e afirmam que ?não tem como continuar?. Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros funcionários do Helvio Auto fizeram um protesto em frente à unidade hospitalar. Eles reivindicam melhores condições de trabalho, afirmam ainda que o problema é reincidente e que a falta de materiais pode ocasionar grande riscos à saúde pública. ?Nos sentimos de mãos atadas. A gente não pode fazer nada. Falta antibióticos, materiais de procedimentos comuns, como luvas, oferecendo o risco de nós sermos contaminados. Esse é um problema constante, sempre está faltando medicamentos, alguma coisa. Mas hoje a situação foi gritante?, afirmou a enfermeira da unidade Lygia Antas. As direções das duas unidades explicaram que a compra dos insumos é de responsabilidade da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) e que foi enviada uma lista com os itens de extrema necessidade para a Reitoria da instituição acadêmica. Dirigentes do hospital afirmam ainda que a Uncisal não detalha os problemas que impedem a compra dos novos materiais. Ainda de acordo com as direções, após as reivindicações, alguns materiais foram enviados para ambas unidades, contudo, são insuficientes e devem durar até amanhã. A previsão é de que, ainda nesta quinta-feira, a Uncisal envie outra parte do material solicitado para suprir as demandas. Ainda assim, os funcionários do Helvio Auto só devem voltar após o recebimento de toda a quantidade solicitada para que, segundo eles, possam haver um bom atendimento e um trabalho digno. * Sob supervisão da editoria de Cidades