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Preconceito ainda � o maior obst�culo enfrentado

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Para a coordenadora do Programa de DST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Mona Lisa dos Santos, o perfil dos portadores é a pauperização, heterossexualidade e juventude. ?Antes, o alvo era mais o homem. Mas, de um tempo pra cá, temos uma aproximação muito grande das mulheres. Tínhamos 18 homens para uma mulher. Hoje, é quase a mesma coisa. E a grande maioria são jovens, que descobrem entre seus 30 e 40 anos, mas que contraíram o vírus normalmente, entre os 20 e 29 anos. Pois a doença pode demorar até 8 anos para dar sinais?, explicou. Ainda de acordo com ela, a Aids em Alagoas é transmitida, quase 100%, por meio da relação sexual. ?Mas acontece pela banalização do preservativo. É o álcool, as drogas, a liberdade sexual que fazem com que as pessoas tenham facilidade de ter parceiros sexuais. E incorporar o hábito do preservativo ainda é muito difícil, da mesma forma que é incorporar outros tipos de prevenção, porque é muito mais prazeroso não se dar ao trabalho. Culturalmente não somos uma população que se previne, preferimos procurar a cura depois que a doença se instala?, ressaltou. Para ela, o mais difícil, após diagnóstico da doença, é encarar a realidade: a discriminação da sociedade. ?O Dia Mundial de Luta contra a Aids é o momento para lembrar a necessidade de prevenção e a importância da solidariedade e de acolhimento das pessoas com HIV. Quando conversamos com pessoas com HIV, vemos que o maior sofrimento delas não é o tratamento, mas o preconceito?, disse, alertando que, se a pessoa com HIV está em depressão, provavelmente não fará o tratamento de forma adequada, o que aumenta o risco de infectar outra pessoa. ?Uma pessoa que está psicologicamente bem fará o tratamento correto, e isso reduz o risco de contágio em 96%?, enfatiza.

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