Cidades
Aumentam vagas de trabalho para mulheres
A participação feminina no mercado de trabalho tem crescido ultimamente, segundo uma pesquisa divulgada pelo Dieese. Ainda assim as mulheres continuam enfrentando desigualdades de remuneração e de oportunidades, ocupando postos vulneráveis. Os números revelam que 34.852 milhões de mulheres encontravam-se no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas em 2001, representando 41,9% da População Economicamente Ativa (PEA) brasileira. Na década de 90, cerca de 22.868 milhões de mulheres faziam parte da força de trabalho do País, correspondendo então a 35,5% da PEA, conforme os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Em 11 anos, 12 milhões de mulheres integraram-se ao mercado de trabalho brasileiro em busca de realização profissional. ?A taxa de participação feminina é crescente, até mais do que a masculina, mas o crescimento não garante igualdades nas condições de trabalho?, afirmou a economista do Dieese, Patrícia Lino Costa, acrescentando que o emprego feminino ainda é muito vulnerável e ocorre principalmente em setores tradicionais para mulheres, como o de Serviços ? com destaque para trabalhos sem carteira assinada ? de domésticas ou autônomas. Em 2002, o setor de Serviços concentrava mais de 50% das vagas ocupadas em todas as regiões. O estudo mostra ainda que o desemprego atingiu tanto homens quanto mulheres nos últimos anos. As taxas de desemprego total, em todas as regiões metropolitanas, mantiveram-se em patamar elevado. Do total de desempregados, mais da metade, ou seja, 52%, eram mulheres.