Cidades
MPE aju�za a��o contra ex-agentes
O Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou, ontem, uma ação civil de responsabilidade por ato de improbidade administrativa contra três agentes socioeducativos, já removidos de suas funções. Eles foram exonerados dos cargos acusados de torturar um adolescente na Unidade de Internação Masculina ? Extensão II (UIM), localizada no Tabuleiro do Martins, parte alta de Maceió, em setembro de 2015. ?Tratamento diferente, um tratamento VIP?, teriam sido os termos utilizados pelos agentes ao agredirem o adolescente, segundo o MPE. As sessões de tortura teriam ocorrido após a recaptura do menor, que havia fugido da unidade. No momento da apreensão, o adolescente foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a avaliação de integridade física, antes de ser reencaminhado à UIM. Ainda de acordo com o MPE, o garoto relatou que servidores da unidade, inclusive um membro da direção, o carregaram até a antiga cozinha do prédio com o intuito de cortar os cabelos dele. Na ocasião, teria sido utilizada uma faca e uma máquina de cortar cabelos no nível zero para realizar o ?serviço?. O jovem ainda contou que a vermelhidão na região dos olhos teria sido ocasionada pelas agressões de um dos agentes. ?Um tirou a bota e ficou dando ?capote? aqui na minha cabeça, pegou umas ?tabicas? ficou dando na minha cabeça e na minha cara?, registrou K.G.S.O., que também tinha hematomas nas costas. Humberto Pimentel, promotor titular da 12ª Promotoria de Justiça da Capital, afirmou que as investigações do caso apontaram que o adolescente foi torturado pelos servidores. Após o levantamento, os contratados foram desligados do serviço público estadual. * Sob supervisão da editoria de Cidades.