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VENDEDORAS TERCEIRIZAM PRODU��O DE QUITUTES

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Além dos investimentos na diversidade de produtos fabricados em suas residências, as boleiras do centro da capital também ?importam? tradicionais biscoitos de Maragogi, Litoral Norte de Alagoas. É o caso da comerciante Cícera dos Santos, que está no ?Beco do Bolo? há 12 anos. A compra dos produtos em Maragogi é, na avaliação das comerciantes, opção para fugir da crise, reduzir custos e ofertar alimento em preços acessíveis à clientela. ?Já vem tudo embaladinho lá de Maragogi?, comenta Cícera, que depende do rendimento para sustentar outras quatro pessoas de sua família. Para o analista de atendimento empresarial do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Maurício de Oliveira, a terceirização da produção pode oferecer riscos para as características tradicionais dos quitutes, principalmente se o produto passar a ser industrializado. ?A gente percebe que algumas boleiras compram de outras boleiras. Alguns produtos conseguem manter a cara tradicional e, até quem sabe, o mesmo paladar. O problema é quando o comerciante começa a vender um produto muito mais industrial que artesanal. O cliente pode sentir a diferença e deixar de comprar?, alerta. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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