Cidades
Sindicato dos guias nega boatos
O casal de turistas de Brasília Caroline de Souza, de 21 anos, e Moacir Costa, de 36 anos, veio a Maceió pela primeira vez e, por indicação de amigos, resolveu conhecer as piscinas naturais. ?Eu não solicitei serviço de guia porque, como estou a trabalho e tenho amigos aqui, preferi não contratar nenhum. Mas, ao caminhar na praia, fui abordado algumas vezes e comentaram sobre a praia ser imprópria, que o passeio das piscinas é poluído?, contou Moacir. Apesar disso, ele elogia a estada na capital alagoana. ?Estou há um mês em Maceió. Vou fazer o passeio porque vejo esse mar tão lindo e, na minha visão, não vejo poluição. Além disso, meus amigos alagoanos indicaram?, contou. Atualmente, cem jangadeiros têm os passeios como principal fonte de renda familiar. OUTRO LADO A Gazeta procurou algumas agências de turismo e nenhuma delas faz o traslado para as piscinas naturais da Pajuçara, mas possuem pacotes para outras regiões de Alagoas. Não há divulgação, segundo as empresas, porque as piscinas naturais da capital são bem acessíveis e toda a divulgação é feita pelos hotéis e pela Secretaria Municipal de Promoção ao Turismo (Semptur). Já o presidente do Sindicato dos Guias de Turismo, Henrique Dantas, disse que a informação não procede. ?Estamos passando por uma baixa estação, onde o número de turistas caiu bastante. Não é dessa forma que os jangadeiros falam. O profissional guia de turismo é um prestador de serviço autônomo e depende exclusivamente de comissionamento. Agora, ligar o fator de comissionamento ao fato de que os guias denigrem a imagem da cidade, isso não procede. Inclusive, temos guias que trabalham como jangadeiros, que já trabalham diretamente?, disse. Ainda segundo Dantas, a situação entre os guias e os jangadeiros é complicada e não é de hoje que há acusações de boicote. ?Essa situação é antiga e voltarei a processar os jangadeiros?, revela, ao afirmar que o diálogo seria a melhor forma de contornar o mal-estar entre as categorias.