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Macei� tem deficit de 480 mil no transporte

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Seja em relação ao número de pessoas transportadas (que inclui os não pagantes das gratuidades e estudantes), seja em relação ao número de passageiros equivalentes (somente os pagantes), a evolução do sistema de transporte público de Maceió apresenta um deficit de 480 mil passageiros na comparação entre 2015 e 2016. O dado é da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT/Maceió), e confirma a tendência de queda detectada num levantamento feito pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). Com base na realidade de nove capitais brasileiras (Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Salvador, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo), o estudo nacional apontou redução média de 9% no número de passageiros transportados, o que, segundo a NTU, corresponde a três milhões de passageiros a menos, por ônibus, na comparação entre 2014 e 2015. Juntas, essas capitais representam 41% da demanda nacional (14 milhões de passageiros por dia). FATORES O anuário 2015-2016 da NTU lista a crise econômica, os congestionamentos, a falta de priorização do transporte público na agenda do País e a redução de investimentos nessa área como causas principais da redução. Por aqui, os problemas são outros. Os rodoviários apontam a invasão de clandestinos (carros particulares) como causa da evasão de receita que, segundo o sindicato da categoria, chega a 20% no caso de algumas empresa. ?Há queda, sim, e a concorrência desleal dos clandestinos é um dos principais fatores?, disse o diretor de saúde do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sinttro/AL), Alexandre Sobrinho. Ele apontou uma área próxima ao Mercado Público, no Centro, como um dos pontos invadidos pelos clandestinos. Numa área que tem a empresa Veleiro como permissionária, o usuário é atraído pela ?tarifa? de R$ 3 oferecida pelos clandestinos, contra os R$ 3,15 da tarifa do ônibus.

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