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Pedidos de outorga passam de 100

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A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh) recebeu, de janeiro a novembro deste ano, mais de cem pedidos para construção de poços artesianos em Alagoas. Maceió corresponde a mais da metade desses processos, requisitados principalmente por condomínios residenciais. Muitos dos solicitantes não querem o abastecimento fornecido pela Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal). O superintendente da Semarh, Gustavo de Carvalho, explicou à reportagem que o órgão concede a outorga somente quando a Casal não dispõe de condições para fornecer água naquela localidade. ?Mais de 60% dos processos de água subterrânea são de Maceió, e a maioria de condomínio mesmo?. Maria José Albuquerque é síndica de um prédio na Serraria, onde mora há 16 anos. Juntou-se a outros moradores, formou uma associação e requisitou a instalação de um poço artesiano. O equipamento abastece quase 50 apartamentos. ?Resolvemos fazer a outorga do poço porque não queríamos que a Casal fizesse o abastecimento. A Vigilância Sanitária faz a inspeção e temos que renovar a cada quatro anos?, disse. No período de julho de 2015 a junho de 2016, a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) detectou quinze mil vazamentos de água em Maceió, juntando a isso o desperdício durante as atividades rotineiras. Essas situações, aliadas à estiagem, são cruciais para a escassez do líquido nas torneiras. O diretor-presidente da Casal, Clécio Falcão, afirma que a população tem papel importante nesse momento quando se vê o risco de racionamento de água em Maceió. E quando souber de vazamentos, o melhor é avisar à companhia. ?A população é importante nesse processo. É preciso evitar o desperdício, consumir o que for necessário. O consumo tem que ser consciente?, afirma.

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