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Serventu�rios deflagram greve

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Após várias mobilizações ao longo dos últimos meses, os servidores do Poder Judiciário declararam greve por tempo indeterminado. Os serventuários dizem que estão há dois anos na luta pela defesa da aprovação de um novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), mas o Tribunal de Justiça (TJ), segundo eles, resiste em autorizar o direito. Durante a paralisação, a categoria alerta que apenas os ?serviços essenciais? funcionarão nos fóruns e comarcas da capital e também do interior. A decisão de aderir à greve foi adotada na tarde de terça-feira, 13, data em que já não haviam atendimento em partes das unidades judiciárias. A greve foi declarada em uma assembleia realizada em frente ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), localizado na Praça Deodoro, no centro da capital. O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Alagoas (Serjal) informa que a iniciativa foi tomada após o TJ-AL ter retirado da pauta a discussão do PCCS, em uma reunião ocorrida no início da semana. Segundo Cleide Maria, servidora efetiva do Judiciário há quase 14 anos, cerca de 90% dos serviços ficarão paralisados. Ela comunica que aproximadamente três mil pessoas deixarão de ser atendidas no Fórum da Capital, localizado no Barro Duro, parte alta de Maceió, além de outros fóruns e comarcas do interior. Mesmo com os embates, Cleide Maria ainda tem esperança de conseguir o seu direito. ?É a nossa última saída. Faz tempo que estamos lutando por isso e eles sempre dizendo ?não pode, não pode?. Queremos que nos reconheçam por nossos esforços, pela nossa qualificação. Quem realiza todo o serviço do Judiciário somos nós. Não queríamos chegar a esse ponto, mas a paralisação é a nossa última esperança?, afirmou. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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