Cidades
Rotina di�ria revela hist�rias que fazem chorar, sorrir e se encantar
O professor Fábio, de 62 anos, e a estudante de Publicidade Rayane Boave, de 23 anos, se conheceram no mundo de Papai Noel, e desde o ano passado trabalham juntos no Shopping Maceió. Alegre, divertida, inquieta, ela brinca com a crianças e faz a ponte ?pra perderem o medo?. Sim, tem muitas crianças que choram quando estão nos braços do bom velhinho. Mas a maioria acaba se derretendo e se acomodando para viver a fantasia e registrar o momento mágico em fotografias. ?Tem muitas que não acreditam. Outro dia chegou uma, de uns 4 anos de idade, e disse pra mim: ?Tia, vou lhe dizer uma coisa que você vai ficar muito triste. Sabia que Papai Noel não existe??. Eu respondi: ?Existe, sim, quer ver se ele é de verdade??. Ela foi desconfiada, olhou, sentou no colo, puxou a barba, recebeu um abraço e saiu correndo, toda feliz: ?Maeê, Papai Noel existe. Ele é de verdade, vem ver??, conta Rayane. Assim como sua a ajudante, o dia de Papai Noel alterna entre histórias de fantasia e realidade, entre situações tristes e divertidas. ?Muitas vezes eu choro. Tem criança que pede como se eu fosse um deus, para arrumar um emprego para o pai, trazer saúde para a mãe. Tem gente que quer ganhar na loteria ou receber notícias de um parente distante. Outros querem apenas um conselho. Tem alguns que pedem presentes, e tem criança que traz uma lembrancinha para o Papai Noel. As que ganho, faço doação para projetos que arrecadam presentes para crianças pobres?.