Cidades
Justi�a ordena obras de acessibilidade
Maceió é uma cidade difícil no quesito acessibilidade. Basta andar nas ruas, olhar as calçadas, as praças, o ponto de ônibus, tentar se locomover empurrando uma cadeira de rodas. Em muitos casos, as barreiras da acessibilidade estão até mesmo nas unidades escolares e de saúde, que mais simbolizam o acesso à cidadania. A situação tem incomodado cada vez mais e gerado entre as pessoas com deficiência ações reincidentes, individuais e coletivas, em defesa do direito às condições dignas de se locomover. Numa ação civil de obrigação de fazer movida no começo deste mês, pelo Núcleo de Direitos Coletivos e Humanos da Defensoria Pública estadual, a Justiça de Alagoas ordenou à Prefeitura de Maceió que garanta, num prazo de 120 dias, a acessibilidade em alguns pontos da cidade de onde têm vindo as maiores demandas. E elas são muitas, segundo o defensor público Carlos Eduardo Monteiro. ?Não temos calçadas adequadas, nem sinalização; a cidade não está preparada para garantir a acessibilidade, e, além de tudo, são criadas barreiras diversas. Basta sair à rua para ver, por todos os lados, as dificuldades existentes. O município, que se obriga por meio de lei a garantir a acessibilidade, é omisso?, destacou o defensor. Para fundamentar a ação, surgida de várias denúncias individuais, ele pediu um levantamento da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal) sobre os principais entraves à acessibilidade existentes no desenho urbano da capital alagoana.