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Ap�s quatro anos, fam�lias esperam por indeniza��o

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Quatro anos após a explosão do antigo prédio da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), famílias que foram prejudicadas ainda esperaram pela indenização. Até hoje, o processo de investigação de responsabilidades continua inconcluso no Ministério Público Estadual (MPE). Os estrondos, no dia em que o fato aconteceu, foram ouvidos a quilômetros de distância e fizeram a terra tremer em diversos pontos de Maceió, sobretudo nos bairros do Centro e Farol. A explosão atingiu o paiol onde eram armazenadas armas apreendidas em ações policiais. O prédio da Deic estava localizado, à época, na ladeira dos Martírios, próximo à Embratel, em Maceió. No acidente, uma pessoa morreu soterrada ? a agente de polícia Maria Amélia Lins Dantas, que estava de plantão. Outros quatro agentes ficaram feridos, mas foram resgatados com vida. Além do prédio da Deic, a explosão causou uma série de estragos em imóveis próximos ao local. Cerca de 300 residências e pontos comerciais foram atingidos, sofrendo avarias de pequena, média e grande proporção. Segundo o que foi noticiado, o governo de Alagoas teria disponibilizado, na época, R$ 1 milhão para o ressarcimento de perdas. Esse dinheiro teria sido empregado na indenização de 60% das pessoas atingidas. Isso significa que pelo menos 40% ainda esperam a indenização. Somem-se a eles os que consideram que o dinheiro recebido não representa o valor justo que deveria ser pago. Entre eles, os familiares da vítima fatal. Segundo o administrador Henrique Dantas, ex-marido da policial Amélia e pai dos seus dois filhos, eles receberam apenas R$ 20 mil de verba indenizatória.

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