Cidades
Alagoas tem 1,7 mil detentos no semiaberto
Alagoas tem quase 1,7 mil detentos no chamado regime semiaberto, que na prática não existe mais. Deveriam trabalhar pela manhã e passar a noite na prisão. Como não há unidade para acolhê-los, estão em liberdade, parte deles monitorados por equipamentos eletrônicos. Fora das grades, muitos voltam a cometer crimes. O secretário de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), tenente-coronel PM Marcos Sérgio de Freitas Santos, reconhece a importância do regime semiaberto, mas informa que não há previsão de retomar esse serviço no sistema prisional alagoano. Outra situação preocupante é a superlotação das unidades. A capacidade dos presídios é de pouco mais de 2,8 mil vagas, mas há mais de 4,1 mil reeducandos na capital e no interior. Detalhes sobre a situação atual do sistema prisional alagoano, projetos desenvolvidos neste ano, plano para 2017 e desafios foram apresentados à imprensa na manhã de ontem, na Seris, situada no Farol. ?Essa situação (superlotação) acontece nos estados brasileiros, e em Alagoas não é diferente. Mas nós temos um diferencial, que é o presídio com 700 vagas que vamos inaugurar em fevereiro, e isso vai diminuir sensivelmente essa situação?, declara Marcos Sérgio. ?Essa questão do semiaberto é um problema porque justamente você tira um degrau do retorno do reeducando. Seria o fechado, o semiaberto e o aberto. Aí, quando você não tem o semiaberto, infelizmente, você cria essa situação. Mas hoje nenhum estado investe mais em semiaberto, porque tem alternativas como a tornozeleira eletrônica. Mas identificamos também que o semiaberto para algumas pessoas, para alguns casos, seria útil?, diz o secretário.