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Doen�a pode incapacitar permanentemente

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Quitéria Aquino Rodrigues, 41 anos, residente no bairro da Ponta Grossa, foi infectada em maio e, deste então, sua vida mudou. ?Não consigo mexer o pescoço, pois a dor é demais. Me viro de corpo inteiro?, afirma ela, sobre as consequências da chikungunya. As primeiras dores, nas pernas, eram tão fortes que obrigaram Quitéria a ficar na cama por três dias. ?Nem conseguia dobrar os joelhos. Até pra ir ao banheiro era difícil?, relembra. As dores nas pernas passaram, mas ficaram no pescoço, mãos e braços. A medicação prescrita pelos médicos parece não funcionar, reclama. O infectologista Fernando Maia explica que metade das pessoas que têm a doença pode sofrer até 30 dias com dores nas juntas; outras 40% terão dor articular; e 10% dos pacientes podem evoluir para a forma crônica e ter dor articular durante anos. ?Há ainda o risco de destruição da articulação, sintomas semelhantes aos da artrite reumatoide, que é uma doença bastante grave?, alerta. É pela gravidade da doença, que pode incapacitar permanentemente, que ele e seus colegas consideram fundamental a mobilização de toda a sociedade. O mosquito Aedes aegypti precisa ser combatido com mais empenho e frequência, apelam os médicos.

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