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Mudan�a na isen��o fiscal preocupa igrejas

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Na discussão em torno da reforma previdenciária que se desenha para 2017, um ponto tem preocupado líderes de diversas religiões. A intenção, demonstrada por membros do Congresso Nacional, de mexer na isenção fiscal que beneficia as igrejas de todas as ordens religiosas. A avaliação de alguns parlamentares é de que essa isenção ? que contempla diversos outros segmentos do chamado 3º setor (que se enquadram no conceito de filantropia) ? constitui uma enorme renúncia de receita em contribuições que poderiam estar ajudando a Previdência Social a aliviar o deficit ? que deverá ultrapassar os R$ 180 bilhões no próximo ano, segundo projeções do governo federal. No Congresso, onde a discussão começa a ganhar corpo, uma das reações vem do coordenador da bancada evangélica na Câmara, deputado João Campos (PRB-GO). Para ele, a isenção fiscal das igrejas não é um benefício, mas uma contrapartida pelos serviços que as entidades filantrópicas prestam à sociedade, no lugar do Estado. Em Alagoas, o presidente da Ordem dos Pastores Evangélicos (Opeal), pastor Glauco Leitão, reforça a tese. ?As igrejas que trabalham com seriedade, chegam aonde o Estado não consegue chegar, prestando um grande serviço que alivia a sobrecarga do próprio Estado?, diz ele. Com isso, concordam líderes religiosos de várias tendências. ?Essa isenção não é um favor. A igreja realiza obras sociais que seriam extremamente prejudicadas se ela for retirada. A não ser que houvesse outro tipo de compensação do governo para esse trabalho que as igrejas fazem?, diz o líder a igreja católica na Arquidiocese de Maceió, dom Antônio Muniz Fernandes. Ele lista, por exemplo, instituições mantidas pela igreja, como a Casa dos Pobres, que abriga idosos em situação de risco social, os abrigos Casa Betânia e Luiza de Marillac, unidades de recuperação de dependentes químicos e outras instituições. ?Uma possível suspensão dessa isenção iria inviabilizar ou dificultar esse trabalho?, conclui dom Antônio.

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