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Pescadores cobram o seguro-defeso

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Em protesto contra o atraso no pagamento do seguro-defeso e em virtude da prisão de seis homens acusados de crime ambiental, os pescadores de Maceió fecharam ontem os dois sentidos da Avenida Assis Chateaubriand, no bairro de Jaraguá, em Maceió. Se não for apresentada solução, eles prometem uma nova mobilização para hoje, no mesmo local. Para bloquear a avenida, eles espalharam e atearam fogo em pneus, plantas e móveis velhos. O pescador Gilvan dos Santos, que é um dos seis profissionais conduzidos à sede da Polícia Federal, na semana passada, numa operação do Ibama e do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), que combateu a pesca irregular de camarões, estava entre os manifestantes. Ele lamentou o atraso no pagamento. ?O dinheiro era para ter sido liberado pelo INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], mas, até agora, nada foi liberado. Já estou com os dedos dormentes de tanto verificar meu saldo na Caixa [Econômica Federal]. Não temos como sobreviver sem este seguro, que é pago no meio e no fim do ano. Somente vamos retomar os trabalhos de pesca no dia 15 de janeiro. Mas, até lá, estamos passando necessidade. E, por isso, vamos fechar a avenida amanhã [hoje] novamente?, desabafou Gilvan dos Santos. Para ele e muitos outros pescadores, o seguro é uma garantia para manter a família durante o período em que a pesca é proibida. O jovem pescador Fabiano Rodrigues de Souza relata que passou dificuldades para comprar alimentação para levar para as filhas. ?Dei entrada no pedido do seguro em abril do ano passado e já dei entrada de novo agora, em dezembro. Ou seja, são quatro parcelas a serem liberadas, e até agora nada. Como não podemos pescar com rede arrastão, eu tive que ir pescar com rede de linha para poder levar o que comer para minhas filhas?, conta Fabiano Rodrigues.

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