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NUNCA � TARDE PARA VOLTAR A ESTUDAR

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?O homem para ser completo tem que estudar, trabalhar e lutar?. A sequência de cada palavra desta frase de Sócrates poderia ser o parâmetro da vida de qualquer ser humano. É preciso meter a cara nos estudos para conquistar um bom emprego e se esforçar todos os dias para garantir um bom futuro. Porém, nem sempre essa ordem é respeitada. Pela necessidade, muitos trabalham antes mesmo de saber rabiscar o próprio nome. O tempo passa e, quando chega à fase adulta, a pessoa percebe que não evoluiu nada. E, para recuperar o tempo perdido, muitos alagoanos estão voltando às salas de aula, mirando o amanhã, independentemente da idade. O pedreiro Sebastião Belo, de 60 anos, conhecido pelo apelido de Bastos, é um dos 113.228 estudantes de Alagoas matriculados na Educação de Jovens e Adultos, a EJA. Ele está tendo a oportunidade de concluir a Educação Básica e, caso opte, ainda pode finalizar o Ensino Médio, por meio de uma diretriz específica e mais acelerada para o aprendizado. O conteúdo é dado na totalidade, embora seja encurtado o tempo, levando em consideração o público demandado e as necessidades deles, que são completamente diferentes dos que estão no ensino regular. Bastos estuda na Escola Estadual Tavares Bastos, em Maceió. Divide a classe com outros adultos, alguns jovens e quase nenhuma pessoa da faixa etária dele. Em tese, esta disparidade poderia se transformar em um obstáculo, ou, quem sabe, uma dificuldade para se adequar ao ritmo de sala de aula. O pedreiro vem driblando o cansaço do dia a dia, tem mergulhado no universo infinito do conhecimento e parece estar gostando da nova realidade. ?Parei na terceira série do antigo primário quando já estava com 15 anos de idade. Somente voltei a estudar quando tinha 55 anos. Terminei o Ensino Fundamental e, agora, passei para o Médio, sempre na modalidade de EJA?, relata o estudante, que diz pensar em fazer um curso técnico de mestre de obras para melhorar a qualificação na área que já atua.

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