Cidades
AL REGISTRA 10% DE PARTOS PREMATUROS
Má-formação, problemas de saúde durante a gestação, como hipertensão e diabetes, condições sociais de pobreza e desnutrição, descuido com o pré-natal. Por diversos motivos, cerca de 10% dos bebês que nascem em Alagoas são prematuros. Considerando que no ano passado nasceram 54 mil crianças vivas em Alagoas, cerca de 5.400 foram prematuras. Os dados apresentados pela coordenadora da Rede Cegonha da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Syrlene Patriota, são de 2015. Por eles, Alagoas estaria próximo à média nacional, que foi de 11%, e no mesmo nível da média mundial. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 10% dos bebês não conseguem esperar a hora certa e nascem prematuramente. E qual é a hora certa de nascer? Historicamente, concebeu-se que uma gestação tem nove meses. Contada em semanas, pode chegar a 40. De acordo com o obstetra Élvio Floresti Junior, o ideal é que o parto ocorra após a 37ª semana de gravidez. ?É nesse período que o bebê está com todos os órgãos formados e pronto para chegar ao mundo?, diz ele. MAIOR INCIDÊNCIA De acordo com Syrlene Patriota, não há muita diferença na incidência de partos prematuros entre a capital e o interior alagoano. Ela explica que das 10 regiões sanitárias de Alagoas, 8 são dotadas de estrutura de maternidade para dar suporte às demandas regionais. Dessas maternidades, 7 têm leito de UTI neonatal (3 delas na capital) e 9 são dotadas de UCI. O tempo que cada bebê fica internado depende do nível de prematuridade. Quanto mais cedo nasce, mais necessita de cuidados intensivos. Segundo ela, ?há serviços que garantem assistência a bebês a partir de 700 gramas?. Os custos não são baratos. Basta considerar que, enquanto os bebês de tempo normal geralmente têm alta em um ou dois dias, um bebê prematuro permanece internado entre 15 e 30 dias, dependendo do grau de prematuridade e dos problemas dela decorrente. Sem contar as sequelas que, às vezes, são deixadas pelo nascimento prematuro e que exigem cuidados especiais para o resto da vida. A prematuridade também tem forte relação com os números de mortalidade infantil. De acordo com Syrlene Patriota, dos 776 óbitos infantis registrados em 2015, envolvendo crianças de até um ano de idade, em Alagoas, 350 (cerca de 45%) eram bebês prematuros.