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Sesau descarta vacina��o em massa

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Com o surto de contaminação através do vírus da febre amarela silvestre, o estado de Minas Gerais decretou emergência, na última sexta-feira, 13. Porém, o alerta ainda não se alastra para zonas que não são endêmicas, como é o caso de Alagoas, que desde 2015 não registra casos da doença, afirma a Secretaria de Estado de Saúde (Sesau). O vírus da doença pode ser transmitido pelo mosquito Aedes aegypti nas áreas urbanas e pelo mosquito Haemagogus nas áreas rurais. Segundo a assessoria de comunicação da Sesau, esse é o motivo para que não haja campanhas para vacinação. ?Nossa região não é endêmica, não possuímos casos registrados, e por isso não haverá campanhas para as pessoas se vacinarem. Mas, apesar disso, as vacinas se encontram disponíveis nos postos de saúde para quem precisar viajar até as áreas de alerta?, informa. Segundo o médico infectologista Fernando Maia, as pessoas que vão viajar para as áreas que estão em surto de febre amarela devem se prevenir por meio da vacina. ?No mínimo dez dias antes de viajar, a pessoa deve ir a um posto de saúde para evitar a contaminação. Essa vacina garante ao paciente um espaço de dez anos para que ele possa tomar uma nova dose, caso seja necessário?, relata. O médico ainda frisa que a região Nordeste não possui o clima favorável para o vírus, mas que as pessoas devem se prevenir para evitar trazer o vírus para a região. ?Apesar de nosso clima nos proteger dessa ameaça, o vírus pode se propagar se as pessoas que viajam para as zonas de riscos e retornam para cá não se cuidam. Há um surto grave e todos devem colaborar para preservar a saúde?, alerta. Os sintomas mais característicos, ainda segundo o infectologista, são os olhos e pele amarelados, urina escura e a já esperada febre. Caso evolua para quadros mais graves, como diarreia, sangramentos, icterícia e insuficiência hepática e renal, a febre amarela pode até levar à morte. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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