Cidades
Atraso em obras gera transtornos
Os transtornos de quem precisa utilizar o Veículo Leve sob Trilhos (VLT) e quem transita pelo bairro da Levada, capital de Maceió, devem continuar. A Estação Mercado, que está orçada em cerca de R$ 6,7 milhões e deveria ter sido entregue no início de março de 2016, segue a passos lentos, causando preocupação em quem vive do comércio ou precisa utilizar o transporte férreo daquela região. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), órgão responsável pela construção da estação, a obra faz parte de um projeto que tem como objetivo modernizar todas as vias férreas de transporte entre Maceió e Rio Largo e deve custar um total de R$ 23 milhões. Os recursos são provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. Ainda segundo a CBTU, por problemas estruturais onde passarão os trilhos, a obra sofreu atrasos, precisando ser refeita em alguns pontos. O prazo atual para conclusão das obras e liberação das vias onde passará o VLT na região do Mercado da Produção é até o dia 27 de fevereiro. Já as obras da Estação Mercado têm o prazo de conclusão até o dia 30 de agosto, prazo esse que pode ser prorrogado por até dois meses. O atraso nas obras é percebido por quem vive no bairro e acompanha o andamento ansioso para ver sua conclusão. ?As obras por aqui começaram e logo depois pararam. Quando retomaram, parece que foi preciso refazer o serviço inicial. É difícil ficar otimista, mas todos os dias fico observando e tentando ter esperanças de que não demore mais tanto tempo para ver tudo isso funcionando?, revela o vendedor de bilhetes lotéricos Geraldo Vicente da Silva. Os comerciantes do bairro da Levada sofrem não só com o problema relacionados ao VLT. No início desta semana, o Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL) pediu a interdição do Mercado da Produção por falta de condições higiênico--sanitárias mínimas na comercialização de alimentos. Para Erickson Soares, que tem um ponto comercial em frente ao local das obras do VLT, esse será mais um transtorno a ser enfrentado. ?Essas obras afastam os clientes, eles já não se sentem motivados a virem até aqui e agora fazem as compras em seus próprios bairros, porque gastam menos de transporte e é mais cômodo. O Mercado da Produção já não atrai muitos clientes pelas condições do ambiente, mas agora, se fechar, o movimento por aqui será ainda pior?, lamenta o comerciante. *Sob supervisão da editoria de Cidades