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V�timas de acidentes relatam trauma

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A Gazeta de Alagoas foi até o Hospital Geral do Estado (HGE), situado na parte baixa de Maceió, e constatou que o número de vítimas fatais atendidas na unidade caiu 48% entre 2012, quando teve início a operação Lei Seca, e o ano passado. Além de ter acesso aos dados estatísticos, a reportagem conversou com sobreviventes de acidentes do trânsito que relataram medo e clamaram por leis mais punitivas no Brasil e, principalmente, mais segurança nas rodovias alagoanas. ?Eu achei que eu ia morrer?, afirma o funcionário público Worgenes Ney Moura, de 43 anos, uma das vítimas de trânsito que sobreviveu a acidente. Ele foi atropelado na BR-104, por um motociclista. Por causa dos ferimentos, Worgenes foi internado com fraturas nas pernas e passou por três cirurgias. ?Eu estava acostumado a atravessar ali e, no dia que sofri o acidente, antes mesmo de fazer a travessia, percebi que dava para passar mesmo com o carro vindo em minha direção. Mas, em meio aos carros, saiu uma moto bem rápida atrás do veículo. Ele derrapou, bateu em mim e eu voei. Caí com as duas pernas praticamente quebradas, eu tive que me arrastar até o canteiro por medo de ser atropelado novamente. Eu comecei a achar que eu ia morrer, outros veículos pararam, uma moça me socorreu, mas o motoqueiro que me atropelou não me deu assistência?, disse o servidor público. Os danos causados a Worgenes foram além dos físicos. O acidente causou a ele transtornos psicológico e financeiro. ?Meus amigos e familiares fizeram campanhas para arrecadar remédios, fraldas, álcool em gel e até doação de sangue. Querendo ou não, no HGE falta porque a demanda é muito grande. Eu sinto e choro muito porque eu sempre trabalhei e andei para todos os lugares. Agora, estou em cima de uma cama?, contou Worgenes, com a voz embargada. Até o momento, a pessoa que atropelou Worgenes não o havia procurado para saber o estado de saúde dele e nem ajudou durante o socorro. O funcionário público disse que ainda estuda a possibilidade de acionar o motorista na justiça. A poucos metros da cama de Worgenes, outra vítima da imprudência no trânsito: C.C.S., de 32 anos. O homem, que preferiu ser identificado pelas iniciais do nome, transitava em uma motocicleta quando foi atropelado por um taxista.

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