Cidades
Mercado varia nos produtos e nos pre�os
Wilson Vieira dos Santos Filho sempre foi curioso com a informática. Explorou este mercado durante algum tempo e percebeu que a segurança eletrônica era um nicho a ser explorado em Maceió. Em oito anos focado neste segmento, viu a empresa dele crescer cerca de 200% nos últimos anos. Como a quantidade de clientes não parava de subir, decidiu investir e oferecer novidades, atitude que mantém o negócio em alta. Atualmente, segundo o empresário, o setor abre um leque de opções aos clientes, que vão desde câmeras de segurança profissionais, a centrais de alarmes inteligentes, controles de acesso e vigilância 24 horas do local. A empresa dele vende os produtos, com os serviços embutidos e ainda garante a facilidade de instalá-los no ponto comercial ou na residência. Na área de telecomunicações, é possível adquirir centrais e porteiros eletrônicos, interface para celulares, vídeo porteiro e fechaduras elétricas. É tanta comodidade que com um simples cartão magnético ou com a fala pode-se reconhecer o usuário e gravar horários de entrada e saída deles no porteiro eletrônico. Uma facilidade que pode ajudar na identificação de gente alheia àquele ambiente. ?Atualmente, com R$ 3 mil de investimento, o cliente pode instalar um circuito de videomonitoramento em casa, cerca elétrica e motor do portão?, avalia. Com uma pequena barganha, é até possível conseguir um desconto. Segundo ele, a concorrência e a variedade de produtos do mercado de segurança eletrônica impõem aos empresários o dever de investir em atrativos diferenciados. A empresária do mesmo ramo, Keila Guedes, diz que a segurança privada deixou de ser contratada apenas por pessoas de poder aquisitivo maior. Virou, na opinião dela, uma necessidade básica. ?As pessoas não querem mais correr o risco de descer do carro, na porta de casa, para abrir o portão. Querem acioná-lo no controle eletrônico?, avalia. Segundo ela, o aumento da violência está diretamente ligado ao crescimento deste setor. E pessoas de classe média-baixa estão cada vez mais explorando este universo, sempre após serem vítimas da criminalidade. Especialista em segurança, Daniel Saraiva diz que, embora, no início de 2012, a violência tenha diminuído consideravelmente em Alagoas, os índices permanecem altos. E as pessoas, na opinião dele, seguem a máxima de que onde o estado não oferece o serviço a contento, a iniciativa privada vem e se estabelece.