Cidades
Aposentados encaram desigualdade
A aposentadoria é o sonho de todo trabalhador. Pelo menos, da grande maioria. Em Alagoas, de acordo com o Anuário Estatístico da Previdência Social de 2015, 475.243 mil aposentados serão lembrados hoje, 24 de janeiro, quando é comemorado o dia nacional daqueles que passaram parte de sua vida se dedicando a uma profissão, com a expectativa de usufruir de um pouco de conforto e tranquilidade depois que a idade avança. Embora o desejo seja aproveitar o tempo livre e gozar de uma vida mais sossegada, a aposentadoria nem sempre é uma garantia para a maioria dos brasileiros. José Antônio de Lima, de 79 anos, começou a trabalhar aos 14 anos e passou grande parte de sua vida desenvolvendo as atividades de alfaiate. A aposentadoria trouxe uma vida financeira apertada. ?Enquanto trabalhava, vivia uma vida mais folgada. Agora, é muito difícil pagar as contas do mês, remédios e exames. Conto com a ajuda dos meus filhos?. Atualmente, o valor do salário mínimo é de R$ 937,00. Nascido em São Luís do Quitunde, veio para Maceió quando ainda tinha 10 anos, e desde então mora no bairro do Farol. Hoje, se aproximando dos 80 anos, já passou por diversas cirurgias, entre elas, a de próstata, e são os filhos que o ajudam com os custos de exames médicos que nem sempre são realizados em tempo hábil pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Pai de sete filhos, ele vive com a esposa, também aposentada, e brinca que ajudou a fundar a capital de Alagoas. ?Trabalhei desde os 14 anos na Rua do Comércio. Quase fundei Maceió. Contribuí enquanto pude e hoje em dia sou satisfeito que pelo que fiz?. Para alguns idosos, a aposentadoria não significa parar de trabalhar. É o caso do farmacêutico Sérgio Guilherme, que se aposentou, mas não parou suas atividades. Dono de uma rede de farmácias, cuida pessoalmente de seu negócio e pretende continuar enquanto tiver saúde. ?Se parar, atrofia?, brinca. *Sob supervisão da editoria de Cidades