Cidades
Comunidade recebe assist�ncia
Depois de um surto de bicho-de-pé, os moradores da Favela Sururu de Capote, localizada no bairro do Vergel do Lago, em Maceió, receberam ajuda de médicos, técnicos e enfermeiros durante um mutirão da saúde, ontem. A ação, que teve início no sábado, 21, deve se estender pelos próximos dias. ?A princípio iniciamos um cadastro com os moradores da Sururu de Capote para identificar quantas pessoas foram acometidas pela doença, e, em seguida, identificamos a necessidade de atendimentos primários, que podem ser realizados na atenção básica, sem ser encaminhado para o hospital ou, em casos extremos, onde o paciente apresenta um quadro de infecção, encaminhamos para os hospitais especializados, como o Geral do Estado (HGE) ou o Helvio Auto?, disse Ednalva Maria de Araújo Silva, coordenadora de atenção básica do município de Maceió. Para Ednalva Silva, tratar a questão, com tantas dificuldades de vulnerabilidade social, é o principal desafio das equipes de saúde. ?A comunidade Sururu de Capote precisa de um olhar mais direcionado para a questão de promoção e das ações maiores de saúde pública envolvendo uma questão social de moradia e do ambiente?, acrescentou Ednalva. Antes desassistidos, moradores se dizem esperançosos com o tratamento. Para a dona de casa Ana Conceição da Silva, de 43 anos, que tem nove filhos e todos foram diagnosticados com bicho-de-pé, inclusive o esposo Roberto Bezerra, o mutirão tem levado esperança para a comunidade. ?É uma dor insuportável. Tinha dias que eu não conseguia colocar o pé no chão porque sentia dor e incômodo. Como eu tenho meus filhos, meu marido e ainda uma casa para cuidar, não podia ficar apenas sentada ou deitada. Eu cuidava deles e de mim. Agora, com esse mutirão, minha esperança é de que eu e minha família possamos ficar curados?, disse a dona de casa. Um dos primeiros a chegar na sede do Instituto Servir, localizado próximo à orla lagunar, no Vergel, com o intuito de ser atendido, José Roberto da Silva, de 60 anos, relatou que foram dias e noites sem dormir direito. ?Eu moro sozinho, com Deus. Eu peguei o bicho-do-pé caminhando na terra bem perto do meu barraco. Quando eu soube da mobilização, eu procurei os voluntários do Movimento Manda Ver e o Instituto Servir para poder garantir o meu atendimento. Fui muito bem atendido e já vou iniciar meu tratamento?, contou José. O idealizador da campanha nas redes sociais, Carlos Jorge da Silva Santos, conta que as Organizações Não Governamentais (ONGs), Instituto Servir e Movimento Manda Ver sensibilizaram a sociedade.