Cidades
MPE processa agentes acusados de torturar adolescentes na UAM
Os quatro monitores da Unidade de Acolhimento Inicial Masculina (UAM) acusados de torturar adolescentes que cumpriam medida socioeducativa naquele local, no dia 16 de fevereiro do ano passado, podem perder os cargos, ter os direitos políticos suspensos e pagar multa civil. É que o Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL), por meio da 12ª Promotoria de Justiça da Capital, ajuizou uma ação civil de responsabilidade por ato de improbidade administrativa contra eles. Conforme a denúncia do MPE, os quatro teriam praticado agressões físicas ilegais contra adolescentes da unidade após suspeitarem que eles estariam se organizando para fugir. O caso foi investigado pelo promotor de Justiça Humberto Pimentel. Durante a apuração do fato, um agente contou que os monitores ?utilizaram cassetetes para dominar os adolescentes, chegando a atingir alguns deles, e inclusive utilizaram pistola de choque e desferiram chutes e socos?. Um socioeducando ouvido pela 12ª Promotoria de Justiça da Capital confirmou que o Grupamento Operacional de Agentes Socioeducativos foi até o alojamento 1 e já teria entrado no local ?agredindo a todos com cassetetes, socos e choques elétricos?. ?Também foi apurado pelo MPE/AL que os monitores chegaram até os adolescentes porque um dos agentes teria ouvido uma conversa tensa entre os socioeducandos dos alojamentos 1 e 2, que articulavam render os agentes para, na sequência, tentar uma fuga?, explicou a assessoria do Ministério Público Estadual. Ao ouvir a conversa, o monitor acionou a equipe e a coordenação de segurança da UAM para comunicar o plano. Logo depois, um grupo de agentes teria invadido o local e agredido as vítimas.