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PESCADORES COBRAM O DESASSOREAMENTO

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Presidente da Colônia dos Pescadores Santo Antônio (Zona 4), Mauro Pedro dos Santos confirmou que o assoreamento e a poluição da Lagoa Mundaú têm preocupado e, ao mesmo tempo, afugentado a classe para outras atividades econômicas. Estes problemas, segundo ele, estão sendo discutidos internamente e levados ao conhecimento de autoridades ligadas ao meio ambiente e ao Poder Executivo com pedidos de providências urgentes. ?Vamos, ainda, convocar os pescadores da região de Fernão Velho, que considero a área mais crítica para a pesca, para um debate sobre os problemas enfrentados por cada um. E o resultado desta conversa será apresentado ao secretário de Agricultura e ao superintendente da Pesca em Alagoas. Os órgãos ambientais também são importantes para reforçar a fiscalização e evitar que a lagoa seja afetada ainda mais?, informa. Ele diz torcer para que se tomem medidas o quanto antes para o desassoreamento da Lagoa Mundaú. ?Este trabalho chegou a ser anunciado, anteriormente, pelo governo federal, mas caiu no esquecimento. Considero a lagoa a maior fonte de renda que o Estado tem atualmente, porque é dela que brota o sururu. Este produto é responsável por sustentar milhares de famílias de várias cidades de Alagoas e ele não pode acabar?, avalia. Somente a Colônia dos Pescadores Z-4 tem cerca de 500 associados. São homens que se utilizam da lagoa para garantir a subsistência. No entanto, a degradação do complexo tem obrigado muitos deles a aumentar o esforço para manter a renda. ?Tem muitos pescadores que nem conseguem mais avançar em locais antes considerados bem fundos da lagoa. O assoreamento é muito grande e a lagoa está, literalmente, secando?, alerta o presidente.

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