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Esp�cies praticamente desapareceram

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Sururu é uma das poucas espécies que ainda resistem na água lamacenta da lagoa e garante renda para famílias Pescador desde os oito anos, José Luiz Pedro Júnior, agora com 33 anos de idade, sobrevive, atualmente, da captura do sururu. Morador do Dique Estrada, no Vergel do Lago, ele diz que a poluição da lagoa é o seu maior receio. O volume de espécies lagunares, com o tempo, desapareceu, obrigando-o a abrir um bar na frente de casa para complementar a renda. ?Antes, saía para pescar e voltava com cinquenta quilos de peixe tranquilamente. A lama suja impede, agora, que os peixes sobrevivam. Resta apenas o sururu, que também está em menor quantidade devido ao assoreamento?, lamenta. Ele revela que espécies como pescada, camurim e bagre praticamente não existem mais na lagoa. E reclama da falta de políticas para reverter o quadro de descaso enfrentado por quem depende do ecossistema para subsistência. ?Eu tenho dois barcos e mal estou utilizando os dois ao mesmo tempo. A minha rede está rasgada faz tempo e não tenho condições de ajeitar. A pesca está muito fraca nesta região e nós não temos mais o que fazer?, reclama. José Luiz relata que, apesar das dificuldades do dia a dia, não deixa de se aventurar na lagoa a cada madrugada em busca do peixe ou do sururu. ?Saio para pescar às quatro horas da manhã e só volto para descansar à noite. A minha esperança nunca morre de que um dia poderei ver essa lagoa viva de novo?, comenta.

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