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Palmeira dos �ndios decreta estado de alerta

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O município de Palmeira dos Índios decretou estado de alerta devido ao aumento dos casos de diarreia. A informação foi divulgada ontem pela prefeitura, e, de acordo com o último levantamento do órgão, a cidade registrou 256 casos da doença nas últimas três semanas de janeiro. O fato pode estar relacionado à falta de chuva e de água na região. O radialista palmeirense Marcelo Lima conta que a alta nos casos de diarreia acontece desde o ano passado na cidade. Ele denuncia anos de descaso. ?A prefeitura comunicou oficialmente somente esta semana, mas a informação corre há semanas. Não há esclarecimento à população, de forma nenhuma?, denuncia Lima, que relata ainda que a prefeitura e o Estado estavam cientes do problema desde o ano passado. À Gazeta a coordenadora de Vigilância e Saúde da Secretaria de Saúde de Palmeira, Rebeca de Oliveira Araújo, explica que o trabalho está focado em ações para conter uma epidemia ou surto de diarreia, que teria como consequência formas graves da doença e possibilidade de óbito, principalmente de idosos e crianças. ?Vamos ampliar a cota de hipoclorito de sódio e soro de reidratação oral, entre outros pontos, como garantir exames laboratoriais e capacitação de profissionais. Há duas semanas, começamos um trabalho no Conjunto Brivaldo Medeiros, de sensibilização da população e intensificação do uso de hipoclorito na água?, explica Rebeca. Segundo os dados repassados pela Secretaria de Saúde de Palmeira dos Índios, 43 casos foram registrados na primeira semana de janeiro, 115, na segunda, e 98, na terceira, totalizando os 256 casos, fazendo necessário o decreto de estado de alerta na cidade. A coordenadora contou ainda que enviará um comunicado a todos os pipeiros e mananciais, sobre barreiras sanitárias. ?Nenhum caminhão deverá sair para abastecimento sem a pastilha de cloro individual. Fazemos isso de acordo com o Ministério da Saúde, que define os critérios de potabilidade da água para o consumo humano?, explicou. Questionada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) afirmou, em nota, que não há surto ou epidemia na cidade ?porque os casos computados não foram notificados em uma mesma área, ou seja, foram oriundos de bairros diversos e, além disso, eles estão, segundo avaliação do Diagrama de Controle da Vigilância Epidemiológica, dentro do esperado para este período?. *Sob supervisão da editoria de Cidades

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