loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

‘Xang� Rezado Alto’ lembra a resist�ncia

Ouvir
Compartilhar

Levantando as bandeiras de resistência e luta, seguidores de religiões de matriz africana foram às ruas do centro de Maceió, ontem, para chamar atenção da sociedade sobre a intolerância religiosa que, mesmo após 105 anos da ?Quebra de Xangô?, ainda é constante na rotina dos membros dessas religiões. ?Um dia de resistência e luta. Ainda hoje temos vários delitos de ódio cometidos ao povo negro e de matriz africana. Para se ter uma noção, no início da semana, um adepto da religião, um Ogan, foi demitido por professar o candomblé. Depois dos 105 anos do primeiro quebra, nós continuamos diariamente sofrendo esse quebra. Claro, em uma proporção ainda menor, mas de forma contínua. Então, estamos nessa luta para dizer que o nosso xangó continuará sendo rezado alto?, disse a Yá e advogada do movimento Candice Melo. Durante o cortejo pelo centro da cidade, que saiu da Praça D. Pedro II, seguindo pela Rua do Comércio, a comitiva passou pela Igreja do Rosário, que reunia as irmandades negras. Após isso, a comitiva foi até o Instituto Histórico e Geográfico, onde está guardado o maior acervo do período de 1912, incluindo artefatos que pertenciam às comunidades perseguidas. O cortejo seguiu até a Praça dos Martírios, onde estavam instalados tablados e reuniu grupos para apresentações culturais. ?É um grito para dizer que nós exigimos paz porque a nossa religião é amor, é a representação da natureza, ela representa aquilo que temos de mais sagrado. Quando a gente sai para as ruas de branco, nós estamos pedindo paz, amor e acolhimento, porque é isso o que temos a oferecer ao outro?, salienta a Yá Candice Melo.

Relacionadas