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Presas vivem em situa��o prec�ria

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Presas com doenças crônicas sem assistência médica regular, ausência de qualquer atividade de ressocialização e convívio em ambiente insalubre. Este foi o cenário encontrado por integrantes do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher (Cedim) durante visita, feita ontem, ao Estabelecimento Prisional Feminino Santa Luzia. A maioria das detentas ainda espera por julgamento e boa parte nem deveria estar recolhida. Um relatório será produzido com a intenção de ser entregue ao governador Renan Filho (PMDB) e ao secretário de Estado de Ressocialização e Inclusão Social, tenente-coronel Marcos Sérgio Freitas. Uma nova inspeção na penitenciária deve acontecer, pelo grupo, daqui a duas semanas para completar o trabalho. Acompanhadas por membros da Defensoria Pública Estadual, além de representantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e da Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos, as conselheiras tentaram fazer um levantamento das demandas das apenadas, buscando inseri-las no contexto atual dos presídios brasileiros. Elas observaram as condições de instalações das celas, o quadro de saúde, as propostas de ocupação e ainda os processos judiciais. O grupo notou que algumas presas deveriam estar sendo acompanhadas regularmente por um profissional médico devido ao estado grave de saúde. A presidente do Cedim, Ana Pereira, cita como exemplo uma reeducanda que está grávida, mas sofre de hipertensão e corre sério risco de ter uma eclampsia (convulsões em gestantes com a pressão alta), entrar em trabalho de parto a qualquer momento, perder o bebê ou até morrer. Segundo a conselheira, as presidiárias que têm patologias não ficam em alas separadas e não estão sendo monitoradas por especialistas. ?Há mulheres recolhidas portadoras do vírus HIV, que sofrem de diabetes, hipertensão, são gestantes de alto risco, têm bicho-de-pé e nenhuma delas passam por um médico. Nos informaram que o sistema conta, apenas, com um preso que é médico e responsável por fazer os atendimentos em casos mais graves. As doentes crônicas ficam sem assistência no dia a dia?, ressalta.

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