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CURSO DE TIRO EXIGE HABILIDADE

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O comerciante Caio Porto Neto adquiriu uma pistola semiautomática Glock (de fabricação alemã) ao preço de R$ 5 mil, há cerca de três anos, um tempo depois que sofreu um assalto à mão armada dentro do estabelecimento comercial do ramo esportivo, que é de propriedade dele. O episódio, revela, causou-lhe revolta devido à impunidade. Segundo ele, a queixa chegou a ser feita à Polícia Civil, mas a investigação, conforme lamenta, não avançou. Como não tem porte, ele deixa a arma em casa. Pediu à Polícia Federal o registro dela e já está em processo de renovação. Reuniu a documentação exigida para o procedimento e fez, recentemente, o teste de aptidão de tiro em uma escola de segurança na parte baixa de Maceió. O exame é obrigatório e o resultado dele deve ser apresentado à PF, também. Caio teve que atirar 20 vezes, sendo que 10 disparos foram efetuados a uma distância de cinco metros do alvo e, a outra metade, a sete metros. O candidato precisa ter 60% de aproveitamento, ou seja, os tiros devem atingir a zona demarcada. Quanto mais próximo do centro, mais eficaz é o disparo. O instrutor Daniel Saraiva, credenciado pela Polícia Federal, explica que os tiros devem acertar o alvo na área considerada vital (entre o tórax, pescoço e cabeça). Segundo ele, o bom atirador tem a capacidade de acertar o alvo justamente nestas regiões do corpo. Ele diz que há uma única diferença do teste para registro da arma (posse) e para o porte, que é a quantidade de tiros efetuados. Para o primeiro são 20 e, para o segundo, 44 (sendo os 20 convencionais no alvo) e mais 24 para acertar um alvo de quatro cores.

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