Cidades
Casos de microcefalia caem e a��es aumentam
O boletim do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs/AL), ligado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), revela que o número de casos notificados de microcefalia ou de outras alterações neurológicas vem sendo reduzido periodicamente. De 2015, quando houve o alerta do Ministério da Saúde para a epidemia do zika vírus, até o início de 2017, de acordo com os dados apresentados, Alagoas registrou 385 notificações. ?Do total de casos notificados, 108 crianças foram diagnosticadas com microcefalia, mas, destes, cinco morreram, 40 apresentaram outras alterações neurológicas, 99 estão sob investigação e 143 crianças estão sendo atendidas por especialistas, onde recebem um atendimento continuado. Podemos concluir que os casos estão diminuindo e as ações educativas sobre a doença estão aumentando?, disse a supervisora dos Cuidados da Pessoa com Deficiência, Renata Bulhões. Maceió e Arapiraca ocupam o 1º e 2º lugares, respectivamente, no ranking das cidades que mais registraram casos de microcefalia. Já Flexeiras, Santa Luzia do Norte e Coqueiro Seco, por exemplo, não registraram casos. Há mais municípios, porém não foram informados. ?A gente recebeu a informação, por meio da Rede Cegonha, que a taxa de natalidade diminuiu porque as mulheres estão mais resistentes a engravidar. A gente suspeita que a taxa de natalidade reduziu por causa da microcefalia?, acrescentou Renata Bulhões. Em busca de orientação e qualidade de vida para o filho Moisés, de apenas 1 ano e 1 mês, o autônomo Patrick Clayton, de 21 anos, conta que, a princípio, as dificuldades foram gritantes. Porém, ainda de acordo com o relato de Patrick, com persistência, ele e a esposa Anne Caroline, que participam do projeto ?Ciranda do Cuidado? da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) desde abril de 2016, aprenderam a cuidar do filho. ?Quando meu filho completou dois meses, eu e minha esposa buscamos auxílio. É importante ter esse apoio porque existe um acompanhamento, principalmente quando precisamos de orientação para resolver alguma pendência ou como cuidar do nosso filho durante o dia a dia mesmo?, disse Patrick Clayton. O pequeno Moisés recebe o Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social (BPC/LOAS), que garante um salário mínimo mensal ao idoso acima de 65 anos ou ao cidadão com deficiência física, mental, intelectual ou sensorial de longo prazo, que o impossibilite de participar de forma plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais pessoas.