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Hospital ter� que indenizar mulher

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O Hospital do Açúcar foi condenado a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais e estéticos a uma mulher que teve o polegar da mão direita decepado ao tentar se sentar em uma cadeira na enfermaria. A decisão, da juíza Maria Valéria Lins Calheiros, da 5ª Vara Cível de Maceió, determina ainda que a unidade de saúde deverá pagar pensão alimentícia, no valor de 1/3 do salário mínimo, a título de danos materiais, até a vítima completar 65 anos de idade. Na edição de ontem do Diário da Justiça, a magistrada explicou a decisão. ?A cadeira, encontrando-se em um dos quartos do hospital, era destinada aos acompanhantes dos pacientes. Ao se apoiar nela para sentar-se, a cadeira quebrou. Como não ficou demonstrado pela ré [hospital] nem que realizou manutenções e vistorias periódicas, tampouco que um possível mau uso da cadeira pela autora influenciou no nexo causal do acidente, considera--se inviável a alegação de caso fortuito, não podendo também ser atendido o pedido de reconhecimento da culpa concorrente. Dessa maneira, a responsabilidade é integralmente da ré?, explicou. Conforme a vítima, médicos e enfermeiros do Hospital do Açúcar negaram auxílio e aconselharam-na a ir ao Hospital Geral do Estado (HGE). Quando chegou lá, tentaram recolocar o dedo, mas o procedimento não deu certo. Na denúncia, ela disse também que, por conta do acidente, ficou impossibilitada de exercer suas atividades profissionais e domésticas, o que comprometeu seu rendimento e o de sua família. O Hospital do Açúcar contestou, dizendo que o acidente se tratou ?de caso fortuito, de circunstâncias alheias à vontade ou conduta da instituição?. Alegou ainda que prestou os primeiros socorros em suas dependências e, em seguida, pediu que a vítima fosse ao HGE, pois necessitaria de atendimento específico e especializado e não havia, naquele momento, cirurgião plantonista nem anestesista.

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