Cidades
Falta vacina contra febre amarela
A procura por vacinação contra a febre amarela é grande em Maceió e deve aumentar, nos próximos dias, depois da revelação de que há dois casos suspeitos da doença, procedentes do Estado, sendo investigados pelo Ministério da Saúde. Em alguns postos, as doses já começam a faltar. Autoridades ligadas à área seguem cautelosas e garantem que o vírus não circula em Alagoas e que os dois pacientes eram viajantes, ou seja, estiveram em regiões endêmicas do País e foram infectados. Mesmo assim, sustentam que, clinicamente, os doentes estão bem e os médicos especialistas praticamente já descartaram a doença, embora seja necessária a confirmação por meio do exame de sorologia, que está sendo analisado em laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ontem pela manhã, a Gazeta de Alagoas esteve em duas das três unidades de saúde de Maceió que vinham aplicando vacina contra a febre amarela. Tanto no posto de Saúde da Pitanguinha como no da Ponta Grossa, as doses estavam em falta. No primeiro, por exemplo, as enfermeiras da sala de vacinação informaram que a demanda está sendo grande nos últimos dias ao ponto de antes mesmo de a unidade abrir já se formar uma enorme fila na porta. Ainda conforme as enfermeiras, havia previsão de que novas doses cheguem hoje. A diretora da unidade não quis se pronunciar, alegando que precisava de autorização da assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para dar entrevista. Já na Ponta Grossa, a enfermeira informou que tem aproximadamente duas semanas que não estão mais sendo enviadas doses da vacina para a unidade. Apesar da falta, a procura pelo imunizante continua sendo grande por lá. A coordenadora do Programa Nacional de Imunização de Maceió, Eunice Amorim, reforçou que a regra para imunização contra febre amarela em Maceió continua a mesma, apesar dos casos suspeitos em investigação. Apenas viajantes para áreas endêmicas devem procurar os postos de saúde ? os demais, não. E, quando for, ainda deve levar consigo comprovante da viagem ou hospedagem. Uma cópia do documento fica na unidade de saúde. Outro pré-requisito é ser imunizado a, pelo menos, dez dias da viagem, que é o tempo para efeito da dose. Ela revela que o II Centro de Saúde (Ponta da Terra), o posto da Pitanguinha e o IB Gatto Falcão, no Tabuleiro do Martins, estão referenciados para a aplicação das doses. O da Ponta Grossa não está mais ofertando a imunização. A coordenadora deixa claro que pacientes a partir de 60 anos, gestantes, crianças menores de seis meses, pessoas com doenças autoimunes precisam de uma avaliação médica para que a vacinação seja autorizada.