Cidades
Farm�cia � o cora��o do hospital
Com uma coordenação de farmácia considerada padrão e elogiada até pelo Conselho Regional, a Santa Casa de Misericórdia de Maceió dispõe, atualmente, de 19 farmacêuticos, apenas na sede, com cinco atuando na manipulação de quimioterápicos, alguns trabalhando a nutrição por via injetável e fracionamento dos medicamentos por vias orais, além dos que fazem a avaliação prévia das prescrições, os plantonistas, os farmacêuticos clínicos e os membros da coordenação. Esse grupo é responsável pelo abastecimento diário, com mais de mil itens para serem gerenciados (a maioria, medicamentos). Ao todo, são mais de 200 mil dispensações de medicamentos ou outros itens, por dia, na Santa Casa de Maceió. A coordenadora do Serviço de Farmácia, Lizete Vitorino Filha, explica que a equipe liderada por ela trabalha desde a seleção dos medicamentos, na comissão de padronização, e faz a avaliação de todos os materiais que são usados no hospital. Para qualquer medicamento que entrar, segundo ela, são checados registros, procedências dos laboratórios, notificações que têm na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e observadas as boas práticas de qualidade e de fabricação. Todas as etapas são avaliadas até que o produto seja cadastrado no sistema. ?Recebemos produtos para tratamento de várias áreas no hospital, que é de alta complexidade, ou seja, lida com oncologia, nefrologia, cirurgia de grande porte e precisa ter qualidade em todos os materiais e medicamentos que serão ofertados aos pacientes?, explica. Ela informa que o controle é bem rígido para manter a qualidade ? até a temperatura é observada para evitar prejuízos aos lotes que chegam. Os medicamentos, uma vez cadastrados, ficam à disposição no sistema para o controle. Quando a prescrição é feita, as farmácias são acionadas para a dispensação. Os medicamentos ficam catalogados por classe terapêutica e são rastreados em todas as etapas. ?O trabalho é em conjunto com os médicos e com as equipes de enfermagem. Os medicamentos saem das farmácias com a identificação do paciente e a respectiva dose a ser administrada. Os remédios de alta vigilância, por outro lado, saem separados dos demais, com a etiqueta?, ressalta. Segundo ela, uma equipe de farmacêuticos faz a análise da prescrição, checa se existem interações medicamentosas graves, a diluição com toda parte de posologia, o protocolo dos antibióticos e só após o balconista dispensa para administração.