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For�a-tarefa mapeia curso de rio

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Em uma das nascentes da Bacia do Reginaldo, no bairro Santa Lúcia, flagrantes de crime ambiental. Mal os trabalhos da força-tarefa tinham começado e já era possível saber o desafio que os órgãos fiscalizadores terão pela frente. Na manhã dessa terça-feira, 14, foi iniciado o levantamento da situação do curso do rio que envolve um trecho de 13,5 quilômetros e área de 30 km², da parte alta de Maceió à região central. A medida acontece após o Ministério Público Estadual (MPE) decidir encabeçar a recuperação da Bacia do Reginaldo. E se as nascentes apresentam graves problemas ambientais, prevê-se que todo o curso deve estar comprometido. ?Esgoto a céu aberto, drenagem de água pluvial totalmente comprometida e área de APP (Área de Preservação Permanente) toda ocupada por construções irregulares e esgoto?, disse o coordenador de fiscalização da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente (Sedet), José Soares. José Soares lembra que nas margens de trechos da Bacia do Reginaldo ?as construções vêm até em cima e hoje não existe mais rio. Só existe esgoto. O certo seria a desocupação de todas essas construções irregulares e recuperação de toda margem do rio, através do reflorestamento e da nascente também. Será um problema muito difícil de resolver, mas nada é impossível?. Homens da Sedet, Instituto do Meio Ambiente (IMA) e Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) participam da força-tarefa, que vai fazer um levantamento de construções irregulares erguidas às margens do riacho e a situação do lançamento de afluentes. Os trabalhos serão feitos em quatro etapas. Com as informações, detalhes e identificação dos poluentes, as equipes podem providenciar as notificações. A previsão é de que todo o trecho do rio ? que corta quase vinte bairros de Maceió ? seja percorrido até o próximo mês. Depois de feito o mapeamento, as informações serão entregues ao MPE, que encaminhará os resultados aos órgãos competentes para a tomada de providências. ?Temos que dar o primeiro passo, porque foi gasto muito dinheiro para revitalizar a foz, mas não foram vistas as nascentes. A maioria das nascentes foram compactadas por causa de construções irregulares?, afirma o comandante do BPA, tenente-coronel Ascânio Casado. Moradora do Santa Lúcia, a dona de casa Sileide da Silva reclama da sujeira da nascente, próxima a sua casa, onde até sofá foi encontrado nessa terça. ?Moro aqui há seis anos e sempre foi poluído. Há muito mosquito, barata?.

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