Cidades
Patr�es t�m dificuldade para manter empregados
O Sindicato dos Trabalhadores Domésticos em Alagoas estima em quase 40 mil o número de empregados domésticos em Alagoas. A maior parte destes profissionais estaria sem carteira assinada até a vigência do e-social, sistemado governo federal que unificou os impostos devidos pelo patrão ao empregado. Desde então, 70% desta contingente teria tido sua situação regularizada, avalia o secretário da entidade, José Ronaldo dos Santos. ?A estimativa antes da nova lei era que em Alagoas existisse de 35 a 40 mil empregados domésticos, a maioria na nossa análise era de pessoas sem carteira assinada. Depois da nova lei, os empregados registrados correspondem a 70% desses números?, explica. A Receita Federal, responsável pela recepção dos dados sobre os impostos pagos pelos patrões, informou só ter informação de março de 2016, quando 16.623 empregados estavam registrados. ?Depois dessa lei houve uma responsabilidade maior por parte dos patrões em assinar a carteira. O mais gostoso é ver que os patrões estão cumprindo suas obrigações?, diz José Ronaldo. Na avaliação dele, a nova legislação não implicou em aumento de demissões. ?A gente constatou mais empregadores procurando entender o que deveriam fazer para estar dentro das regras?, completa o líder sindical. SUFOCO Josefa de Lima, funcionária da empreendedora Lúcia Amorim, é um exemplo de trabalhador doméstico que conta com a segurança de uma carteira de trabalho assinada. ?Até pensei em abrir mão da empregada porque estava ficando difícil pagar o salário dela e os impostos? explica. Para manter a funcionária, ela precisou cortar gastos de tudo o que fosse considerado desnecessário. ?Cortei a TV a cabo. Fiquei só com o telefone e a internet?, explica. Antes mesmo da nova lei, ela já pagava décimo terceiro e férias. ?Depois do e-social, aumentaram um pouco as despesas. O que mais pesou no orçamento foram os quase R$ 300 por mês de impostos?, reforça. Lúcia chegou a demitir a empregada, mas precisou recontratá-la um mês depois porque não dava conta de todos os seus afazeres. * Sob supervisão da editoria de Cidades.