Cidades
Profissionais ficam de sobreaviso
Este é o primeiro carnaval com o funcionamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) nos bairros Trapiche e Benedito Bentes, em Maceió. Ainda sem saber qual demanda deve receber e contando com o efetivo disponibilizado diariamente, profissionais estarão de sobreaviso caso haja aumento do número de pacientes. Números apresentados pela coordenação de uma das UPAs apontam que as duas unidades na capital atenderam, no ano passado, mais de 167 mil casos de urgência e emergência. Entregue há um ano, a estrutura localizada no Trapiche recebeu mais de 103 mil pacientes em 2016. ?Este é o nosso primeiro carnaval. A equipe está pronta para atuar?, afirma a coordenadora administrativa da UPA do Trapiche, Gilvânia Melo. Coletiva realizada nessa quarta-feira, 22, apresentou dados de atendimentos das duas unidades, que são administradas pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC). A do Trapiche custa aos cofres públicos mais de R$ 1 milhão por mês, chega a atender, diariamente, 350 pacientes e conta com um total de 127 funcionários. ?Quando não existia a UPA do Benedito Bentes, chegamos a atender 600 pessoas por dia, por isso acreditamos estar preparados para o carnaval?, acrescenta a coordenadora administrativa. A coordenação apresentou ainda estatística que revela que a abertura das UPAs em Maceió contribuiu para a redução dos atendimentos no Hospital Geral do Estado (HGE) ? principal referência em Alagoas nos casos de urgência e emergência ?, que chega a receber 700 pessoas durante o fim de semana. ?Depois da entrega das UPAs, a estatística mostra que em 2016 o número de pacientes atendidos no HGE foi de menos 10.779 no atendimento geral e menos 12.334 na urgência?, reforça Mirelle Torres, coordenadora de Enfermagem da UPA do Trapiche. Segundo Gilvânia Melo, os casos mais recorrentes de atendimento na UPA do Trapiche são os quadros virais e vítimas de acidente, encaminhadas por socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros Militar (CBM). Situações mais urgentes são levadas ao HGE, que possui equipes especializadas.