Cidades
Ocupa��es iniciam Jornada das Mulheres
Dando início à Jornada de Luta das Mulheres, que faz alusão ao Dia Internacional da Mulher, cerca de 2.000 camponesas de todas as regiões de Alagoas ocupam os prédios da superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), ambos localizados no centro de Maceió. Ocupando o prédio do Incra, no edifício Walmap, 1.500 mulheres e familiares espalharam nos 15 andares do prédio cartazes e faixas contra o governo federal. A líder da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Heloísa Amaral, conta que existe uma série de reivindicações. ?Estamos ocupando o Incra por créditos que não estão sendo liberados, assistência técnica que está sendo cortada, terras que não estão sendo vistoriadas, acampamentos que não estão se tornando assentamentos. Não tem diálogo, o que existe é uma imposição, e todas elas pioram a realidade da classe trabalhadora e, particularmente, do campo?, desabafa Heloísa Amaral. Já no prédio do INSS, mais 500 integrantes de movimentos agrários sociais ocupam a área e dizem não ter previsão para sair. ?Nós, mulheres do campo, iniciamos nossa jornada de lutas do mês de março ocupando o Incra e o INSS com nossas bandeiras e instrumentos de trabalho, para dizer que estamos despertas contra qualquer atitude que ameace o que conquistamos em nossa história?, disse Margarida da Silva, representante da direção nacional do MST. Ainda de acordo com a dirigente do MST, as ocupações e os atos, que devem ocorrer ao longo deste 8 de março, fazem parte das jornadas de lutas de 2017 e mobiliza centenas de milhares de mulheres do campo e da cidade. ?O que o governo Michel Temer (PMDB) está propondo é um verdadeiro golpe na Reforma Agrária e na luta dos camponeses. Estamos vivendo um período de grandes ataques aos direitos da classe trabalhadora. 2017 deve ser um ano de grandes lutas e de muita resistência, e as mulheres camponesas iniciam esse processo em todo o País, contra o agronegócio e na defesa dos nossos direitos?, disse Margarida da Silva.