Cidades
Trabalhadoras criticam reformas e dizem n�o abrir m�o de direitos
Durante a Marcha das Mulheres do Dia 8 de Março, que ocorreu nacionalmente, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal/AL), Consuelo Correia, criticou a reforma da Previdência. ?No ano passado, fomos contra o golpe, dando a prova de resistência e ousadia. Hoje [ontem], a simbologia é muito maior. Porque é mais uma violência contra nós. O governo sinaliza contra uma aposentadoria que acrescenta, principalmente para nós educadoras, mais 15 anos de contribuição. Não vamos nos aposentar?, disse a sindicalista. Para a professora de Serviço Social da Ufal Elvira Barreto, que lidera o Grupo de Gêneros, Diversidade e Direitos na Educação, o dia foi de luta contra a perda de direitos. ?Um dos maiores ganhos da mulher na sociedade foi a consciência de que somos sujeitos de direito e não vítimas de uma história de opressão. Em termos de conquista, é o nosso fortalecimento?, afirmou. Já para a integrante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Alagoas (Ftagal), Edjane Rodrigues, o momento exige a união entre os movimentos sociais urbanos e do campo. ?Estamos aqui para denunciar que não aceitamos a proposta [de reforma da Previdência]. Queremos que esta mensagem chegue aos nossos parlamentares, à sociedade alagoana, que a Previdência é nossa e não aceitamos este retrocesso, principalmente aos trabalhadores rurais?, dia.