Cidades
Opera��o afeta venda de carne
Mal a operação da Polícia Federal (PF) que apontou a produção de carnes adulteradas em unidades frigoríficas brasileiras começou a aparecer na imprensa, na semana passada, pontos comerciais já contabilizam queda nas vendas. Um exemplo é a Casa das Carnes, no Farol, em Maceió. ?Isso nos preocupa, sim, e a clientela está perguntando mais sobre a origem da carne que vendemos. Já sentimos o reflexo com queda nas vendas no dia seguinte à divulgação da operação?, lamenta o proprietário do estabelecimento comercial, o veterinário Hélio Teixeira. No seu estabelecimento, Hélio Teixeira recebe poucos cortes de fora. A carne é abatida aqui mesmo em Alagoas. ?Falta muita informação também. O que foi interditado foi carne manipulada e não como as que vendemos?. O estabelecimento vende, por semana, cerca de dez toneladas de carne. ?No sábado, logo após a divulgação da operação, a minha funcionária disse que todas as pessoas perguntavam sobre a origem da carne, se a carne era de algum dos frigoríficos investigados. Isso cria uma expectativa ruim a respeito do produto?, diz Hélio Teixeira, alertando que ?o produto colocado sob suspeita é embutido?. ?A gente está muito preocupado com a forma e a maneira que isso foi colocado. Em dois anos de investigação silenciosa, competente, eles conseguiram encontrar menos de 1% de todas as unidades frigoríficas do Brasil com irregularidades. Das 21 com irregularidade, apenas cinco ou seis foram interditadas. Isso prova que na verdade a fiscalização no Brasil é robusta. Ela funciona, é eficiente?. De acordo com o empresário, a maneira como as informações chegaram à população prejudica o setor, situação que se agrava por causa do momento ainda de recuperação econômica. ?O Brasil é um grande exportador de proteína animal do mundo e não chegou aí por acaso, se capacitou para fazer isso. Os frigoríficos são eficientes, o criador é eficiente?, avalia.