Cidades
Trabalho infantil persiste em AL
Em Alagoas, segundo o relatório ?O Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil?, elaborado e divulgado pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), com base em dados de 2015, 30.832 crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estão em situação de trabalho infantil. De acordo com Heloísa Oliveira, administradora-executiva da Abrinq, o documento revela que, na região Nordeste, o Estado foi o que mais reduziu o índice, mas ainda não há o que comemorar. ?O trabalho infantil, ao longo dos últimos vinte anos, vem caindo de forma importante e com um decréscimo significativo. Embora tenha havido uma redução nesse número, houve um crescimento nos postos de trabalho na faixa etária de 5 a 9 anos. Ou seja, decresce na adolescência, mas cresce com os menores?, diz ela. Outro fator apontado por Heloísa Oliveira é difícil de ser combatido. ?É uma situação que nos preocupa, por isso pedimos que não se comemore o decréscimo sem analisar os números de forma adequada. O trabalho infantil ainda é difícil de ser alcançado pela fiscalização?, aponta. O estudo apresenta ainda os setores com a maior concentração de trabalho infantil, que são o doméstico, de confecção de peças, calçados e bens produzidos por empresas e o setor agrícola. ?Embora o trabalho infantil esteja, de forma mais presente, nas duas regiões mais populosas ? Sudeste e Nordeste ?, a região Sul se destaca porque os índices de vulnerabilidade sociais são mais positivos, mas, no trabalho infantil, registra a maior presença de crianças e adolescentes?, reflete a executiva.