Cidades
Especialista defende investimento em pol�ticas de prote��o social
Marluce Pereira defende ainda que, para reduzir ainda mais o trabalho infantil, é necessário investir em políticas públicas. ?A pauta do Fetipat para este ano é intensificar o diálogo com os prefeitos eleitos para que as ações que vêm sendo desenvolvidas nos municípios e que têm resultado na redução do trabalho infantil não sofram descontinuidade e que seja garantido orçamento para as políticas de proteção social de crianças e adolescentes?, afirma a assistente social. Ela reconhece que não há o que comemorar. ?Temos ainda muitas crianças e adolescentes vivendo em situação de vulnerabilidade e com direitos violados?, lamenta. Outra preocupação do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador é com o congelamento dos gastos públicos. ?Tememos que ocorra um retrocesso na redução do trabalho infantil, pois a prevenção e erradicação dessa violação de direito requer investimento em políticas públicas?, ressalta Marluce Pereira, acrescentando que esse congelamento prejudicará os investimentos na política de educação, saúde e assistência social. ?É fundamental que haja investimento nessas áreas?, reforçou Marluce Pereira. VIOLÊNCIA Na contramão da redução do trabalho infantil, a violência contra crianças e adolescentes é crescente e assusta. Entre 2009 e 2015, segundo revela o Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil da Abrinq, o Estado apresentou uma variação de 317 casos de homicídios; no último ano do estudo, pulou para 423 casos. ?O Brasil é um País que convive com índices de homicídios inaceitáveis. No ano de 2015, por exemplo, foram contabilizados mais de 56 mil mortes no País. O fato mais preocupante e chocante é que, nessas mortes, mais de 10.465 crianças e adolescentes foram vítimas de homicídio no País?, conta Heloísa Oliveira, administradora-executiva da Abrinq.