Cidades
Ac�mulo de lixo provoca transtornos
Após realizarem uma série de denúncias, moradores do loteamento Bariloche, no bairro do Feitosa, clamam mais uma vez pela retirada de lixo em terreno baldio localizado em frente a uma creche e às margens da Avenida Juca Sampaio. De acordo com a Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), o lixo da área é retirado pelo menos uma vez por semana e o terreno trata-se de uma área particular, cujo dono já foi autuado pelas condições irregulares da propriedade. A aparência do terreno é de abandono, as cercas foram deterioradas e juntamente a elas há uma série de lixo espalhado. Lá, moradores de outras localidades despejam restos de comida, assim como móveis sem utilidade e até animais mortos, segundo relatos dos moradores do loteamento Bariloche. Eles ainda lamentam conviver diariamente com a poluição visual, com o mau cheiro e com a presença de insetos que são atraídos pela concentração de lixo na localidade. José Antônio Caxias é um dos moradores da região que se mostram indignados pela falta de segurança e higiene do terreno baldio. Ele contou à reportagem que vive no conjunto há mais de 15 anos e que o problema passou a ser recorrente há 4 anos. ?Outros vizinhos já fizeram denúncias várias vezes. A única coisa que pedimos é que seja feita alguma coisa para que seja proibido o despejo de lixo por aqui. O terreno é limpado uma vez ou outra, mas o problema permanece. Outro dia, cercaram o terreno com arame farpado, mas pouco tempo depois ele foi aberto novamente. Há 4 anos convivemos com essa sujeira próximo a nossas casas?, relata. Ainda segundo José Antônio, o problema também afeta a saúde dos moradores. Ele conta que, em sua casa, todos foram pegos pelo vírus da chikungunya no mesmo período do ano passado. ?Na minha casa moram quatro pessoas, contando comigo, e todos nós já tivemos dengue e chikungunya. A chikungunya nós tivemos há cerca de um ano. Eu não tenho dúvidas que os mosquitos que nos picaram foram atraídos pela sujeira que está no terreno ao lado. Porque, quando chove muito, ele fica inundado com poças de água. E, além do perigo do mosquito, convivemos com a presença de ratos, baratas e muitas moscas?, desabafa. Segundo Maria Jane da Silva, auxiliar de serviços gerais da creche localizada em frente ao terreno, a situação perdura há anos e pessoas chegam de longe, com carros, só para jogar lixo na área abandonada. *Sob supervisão da editoria de Cidades