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DESCARTE IRREGULAR AGRAVA SITUA��O

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Em relação aos resíduos que chegam ao mar, na avaliação da integrante do Instituto Biota de Conservação, Luciana Salgueiro, mesmo com aterro sanitário, a coleta de lixo em Maceió ainda é muito incipiente assim como a cultura dos alagoanos de separar o lixo. ?Os animais acabam se enroscando nos plásticos e acabam sendo sufocados. Há o enforcamento e, além disso, a ingestão de resíduos. O animal marinho confunde o plástico com alimento?. Como Maceió ainda não é bem servida da coleta de lixo ? tanto residencial, quanto comercial ? às vezes os resíduos acabam chegando ao mar. ?Infelizmente o lixo que chega aos mares não é só o que é deixado pelo banhista e o frequentador da praia. Existe um volume muito grande que vem dos rios e todo tipo de descarte irregular. É que mesmo que você jogue o lixo na lixeira você não tem garantia que vai ser bem destinado. Mas certamente é muito mais grave as pessoas que jogam diretamente no mar?, diz Luciana Salgueiro. Embora não tenha seguido uma profissão diretamente ligada ao meio ambiente, Luciana Salgueiro sempre procurou ter condutas mais responsáveis em relação à preservação dos ecossistemas e resolveu se engajar de forma voluntária. Ela quis ir além e não ficar apenas na conduta, resolveu entrar no Instituto Biota de Conservação para atingir o maior número de pessoas. A entidade tem ações por todo o Estado, embora se concentre mais e mantenha o foco em Maceió. Há membros em Coruripe, por exemplo, e avança também na aprovação de projetos que possibilitaram estender o monitoramento das praias até municípios da Área de Proteção Ambiental, a APA da Costa do Corais. ?Em termos de ações de campo, o projeto da gente mais permanente, mais essencial, é o trabalho com as tartarugas marinhas, que a gente conseguiu identificar e colocar no cenário nacional que Maceió é uma área importante de desova de tartarugas e não havia esse registro. Todo trabalho do Instituto Biota é um trabalho de pesquisa, mas fazemos também a educação ambiental, limpeza de praia e atuamos nas políticas públicas. Isso é muito importante?. As pesquisas feitas até agora pelo Instituto Biota apontam que entre Ipioca e o Mirante da Sereia, Litoral Norte de Maceió, é uma área muito importante de desova de tartaruga. ?É uma área intensa de desova mesmo que a gente ainda não conseguiu fazer publicações, mas que há indícios de que é a área com maior densidade de desova de tartarugas marinhas do Atlântico Sul. A gente está insistindo: Maceió é a capital das tartarugas?, revela Luciana Salgueiro.

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