Cidades
Procura por pescado ainda � t�mida
A 15 dias da Semana Santa, o movimento nas balanças de peixe da capital ainda é tímido. Assim como em anos anteriores, os consumidores devem deixar para comprar o pescado na última hora, correndo o risco de não encontrar variedade, qualidade e preços mais em conta. Alguns precavidos estão aproveitando que não há tumulto para tentar barganhar valores mais baixos e, com isso, garantir mesa farta à família. É o que estava fazendo a servidora pública aposentada Tereza Visgueiro Cavalcante. Ontem à tarde, ela foi até a balança do peixe do bairro de Jaraguá com a intenção de comprar peixe e camarão para congelar até a Sexta-Feira da Paixão. Decidiu antecipar as compras pensando que poderia pagar mais caro mais perto da Páscoa. Apesar da pressa, diz notar que gastou mais do que em anos anteriores. ?Em relação ao ano passado, percebi que os preços estão bem mais altos, mesmo faltando duas semanas para a Páscoa. Tudo aumentou o valor, menos o salário da gente, que continua reduzido e sem nos permitir comprar o que a gente quer?, reclama a consumidora. Ela comprou um quilo de camarões inteiros, com casca, pagando R$ 60, além de um quilo do filé de camarão (R$ 70) e mais 2kg de dourado (R$ 35 cada). Segundo a aposentada, apesar dos valores um pouco salgados, ficar sem o pescado na Semana Santa não tem a mínima graça. Para ela, a tradição está acima do sacrifício que é feito no bolso na hora da compra. ?Tem que ter peixe e camarão porque faz parte da rotina, e a minha família não pode ficar de fora?, afirma. O vendedor Cláudio dos Santos negocia na balança do peixe de Jaraguá há 35 anos e nega aumento nos preços. De acordo com ele, há três anos os valores praticados aos consumidores são os mesmos e a qualidade dos produtos não piorou. A única lamentação é o número reduzido de clientes a poucos dias do período mais aguardado pelo segmento. ?Esperamos que o movimento cresça até a Semana Santa, embora eu já tenha notado que desde a semana passada o fluxo está maior. Estamos esperando os consumidores para comprar os nossos produtos, que, garanto, são os melhores daqui?, enfatiza. Uma dica, dada pelo Procon, é que se pesquise bem antes de levar o pescado para casa. A Gazeta de Alagoas constatou que há disparidade nos preços entre as balanças.